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Britta Persson

quinta-feira, janeiro 21, 2010Thabata Lima Arruda

Britta Persson é sueca, tem 27 anos e compõe músicas que mesclam o folk e o indie pop com letras inteligentes.
O primeiro disco, Top Quality Bonés and a Littler Terrorist de 2005, trazia canções delicadas e melancolicas. Em pouco tempo tornou-se sucesso de crítica e vendas pela Suécia e pelo resto da Europa. Em janeiro de 2008 ela lançou o Kill Hllywood Me, e já com fãs fiéis ela tem divulgado seu trabalho.
Dona de uma voz doce e canções frágeis, Britta não tem medo de ser chamada de ingênua: “Quando você está fazendo música você não tem que ser esperto. Você pode apenas sentir o que sente”.
No mês de setembro de 2009 fez sua primeira passagem pelo Brasil no projeto anual Invasão Sueca.


ENTREVISTA com Britta Persson

Como são os seus shows? Você toca acompanhada de outros músicos?
Eu tenho um baterista! O melhor baterista que a Suécia pode oferecer, seu nome é Per Nordmark. Nós já tentamos diversas formações incluindo outras pessoas, mas nós dois somos a melhor combinação que eu já experimentei até agora.

Você gosta de se apresentar ao vivo?
Na maioria das vezes. Eu amo tocar, realmente amo. E se tudo dá certo com o som e a plateia e não tem nenhum problema eu gosto muito de estar no palco. Mas se eu sinto que algo não está certo, eu tenho dificuldades de lidar com isso. Por outro lado, algumas vezes tudo dá errado e mesmo assim eu me divirto e o show acaba sendo bom. Eu gostaria de saber esconder melhor os meus sentimentos, seria bom para todo mundo.

Qual é a sua maior influência?
Hm, talvez o Fleetwood Mac.

Na biografia em seu site oficial, você usa o adjetivo “ingênuo” para descrever suas músicas. Você vê a ingenuidade como uma coisa boa?
Sim, vejo. Quando você está fazendo música você não tem que ser esperto e fazer as escolhas certas. Você pode apenas sentir o que sente, não existem conseqüências.

Seu álbum mais recente, Kill Hollywood Me, é quase sempre muito alegre, mas se torna bastante sombrio e introspectivo em alguns momentos. Você teve como objetivo intercalar esses altos e baixos?
Não é que eu faça muito esforço para balancear alegria e tristeza, mas não sou a favor de uma alegria constante e sem motivo. E eu acho que músicas mais sombrias podem fazer as pessoas se sentirem melhor! Mas a verdade é que eu tenho me sentido cada vez melhor... O meu próximo álbum, no qual eu já estou trabalhando, será sombrio mas nem um pouco triste.

Das suas próprias músicas, qual é a sua favorita e por quê?
Eu gosto de “You Are Not My Boyfriend” do meu primeiro álbum porque é muito simples e cheia de energia.  Eu tive uma queda por um rapaz e essa música foi uma espécie de ponto de partida para eu não tentar mais convencê-lo a ser meu namorado. Essa foi a primeira vez que eu disse essas palavras para ele de uma maneira positiva.



entrevista retirada deste site

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